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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos, Cinema e vídeo, Música, Livros, Biologia
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Felizardas

Escrito por Amaranta às 11h09
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1° dia como trabalhadora braçal
Companheiros, definitivamente a pessoa que disse "O trabalho enobrece o homem" nunca teve um emprego na vida.
Fico com Seu Madruga: "não há trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar". Sábio homem.
Escrito por Amaranta às 00h28
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"As crianças que não recebem carinho materno costumam não se sentir seguras para gostarem de si mesmas, para acreditarem que os outros vão gostar delas ou para gostarem de viver. Na idade adulta tornam-se distantes, recolhidas em si mesmas, e têm uma relação difícil com os outros."
Oh, droga!
Escrito por Amaranta às 17h40
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Tenho tendências a ver as coisas de modo meio anárquico. Pra mim cada um tem que fazer o que quiser, independente de quão louco ou insensato vá parecer aos outros, desde que tais atitudes sirvam para deixar as pessoas mais felizes, ou pelo menos, menos miseráveis. Faça o que te der vontade e pronto, sem se julgar, sem se culpar. Se por algum momento valeu a pena, tá ótimo. (claro, estou falando de coisas relativamente "saudáveis"...) E eu realmente acredito nisso. O problema é que nas poucas vezes em que eu tento viver sob essa política, acabo fazendo coisas que não me deixam nem minimamente menos miserável, pelo contrário. Tomo atitudes pelos motivos errados e fico me sentindo mal, percebo que ajo de modo completamente diferente do que eu sou. Só porque se é livre para fazer algo não quer dizer que valha a pena. No fim das contas é uma desvalorização total de mim mesma, à toa, culpem a ausência de qualquer vestígio de auto-estima ou idiotice mesmo, mas sinto que já perdi muito de minha essência, algo que fazia com que eu soubesse exatamente a força necessária ao chute ao balde. Agora eu fico mais vagando, não tenho muita expectativa de nada (tendo ao mesmo tempo a esperança de que algo vá acontecer) e acabo aceitando qualquer coisa que dê alguma sensação de viver um pouco, sensação que na verdade não vale nada, fico apenas me enganando a maior parte do tempo fingindo que me diverti, quando apenas me diminuí um pouco mais. Trair a si mesmo dá uma ressaca moral bem difícil de curar.
Escrito por Amaranta às 00h14
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Podem me chamar de insensível, mas eu não consigo segurar a risada toda vez que vejo alguma notícia sobre o padre que se perdeu no mar após sair voando com balões.
Sim, o padre saiu voando com balões, com o tempo chuvoso e seu último contato no ar foi um pedido para que alguém lhe ensinasse a usar o GPS, pois ficaria difícil para que alguém em terra o localizasse.
Fala que não é pra rir?? Ou será que eu estou ficando alheia ao sofrimento humano?

(hauhauhuahuahuhahauhaua, desculpem..)
Escrito por Amaranta às 21h21
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Momento cultura:
Trecho de "O jogo da amarelinha", livro absolutamente incrível de Julio Cortázar. (Como eu já devolvi o livro, esse foi o único trecho que achei na net.) Perfeito.
"Toco a sua boca, com um dedo toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar. Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto, e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você. Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de cíclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se, e os cíclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio. Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água."
Escrito por Amaranta às 00h02
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Infâmia é isso aí!
http://www.flickr.com/photos/koff
Escrito por Amaranta às 17h15
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"- So, are you bissexual? - Yeah baby, you buy, I'm sexual."
Escrito por Amaranta às 14h41
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E a gente continua. Apesar do mau humor, apesar do desânimo, da desesperança. Apesar da chuva, da falta de dinheiro e da humilhação do dia a dia. De sempre ter alguém por perto para tirar a sua (pouca) paz de espírito, de olhar para o futuro e não encontrar nenhuma solução. Mesmo que tudo já tenha sido dito, repetido à exaustão, as velhas idéias requentadas, a mesma rotina a seguir, a educação, os bons hábitos, a vida em linha reta. Apesar das contas para pagar, das coisas desinteressantes para ler, dos concursos a prestar. Continuidade. Precisar se encaixar, socializar, rápido, o tempo passa, apesar da repressão, da negação, do desamor. Com o tempo, a estranheza, a incerteza, as grandes paixões, tudo passará. E surgirá aquela paz tranquila, aquela paz meio vergonhosa de quem se acomodou. É só continuar.
Escrito por Amaranta às 00h05
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Impressionante o efeito que unhas vermelhas e um livro na mão fazem em ambientes cults.
Escrito por Amaranta às 23h12
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Viciada em internet que sou, estou acostumada a passar mais de 8 horas por dia em frente ao computador, ainda mais nesse período pós-formatura (eufemismo para mais uma desempregada para as estatísticas). Entre blogs, portais, vídeos, notícias, orkut, lê-se de tudo, de qualquer lugar. É o máximo da democratização da informação, saber em tempo real o que acontece em lugares de que mal ouvimos falar, poder opinar e discutir em mesas de bar coisas que as gerações passadas demorariam meses para descobrir. Eu acho isso lindo. Me apaixono por essa idéia, conhecimento de alcance ilimitado. Mas essa recente renúncia do Fidel me fez pensar: O que nós sabemos de verdade? Tudo que eu vi foram notícias relacionadas ao papel de ditador dele, algumas entrevistas com exilados de Cuba que festejaram e uma entrevista do execrável Bush, dizendo baboseiras sobre a democratização cubana. E o povo cubano? E nas ruas de Cuba, o que as pessoas estão achando? Acho que a gente nunca vai saber. E isso acontece com tudo. Toda essa "liberdade de informação" já vem manipulada, entregue pra gente como acham que devemos saber dos fatos. A internet se tornou um veículo excelente de manipulação, pois assim como a informação está completamente disponível, seu volume se tornou gigantesco, as coisas ocorrem com tanta rapidez que dificilmente dá tempo de coletar informações em diversas fontes, ou seja, você fica com o conhecimento do primeiro lugar onde leu, geralmente grandes portais de notícias. E sabe-se lá o cuidado com a veracidade dos fatos que esses sites têm...Eu tenho medo mesmo dessas coisas. Acredito em conspirações e tenho medo de ser apenas mais uma ferramenta de domínio de seja lá quem. Claro que eu não faço nada a respeito, mas acho muito louca a idéia de que a verdade pode ter muitos lados e que nós enxergamos apenas o que querem que seja visto.
Escrito por Amaranta às 21h20
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Tá rolando uma vontade aguda de morrer ou é só comigo mesmo?
Escrito por Amaranta às 22h19
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Infelizmente eu sou uma pessoa enrolada. Acabo me perdendo em detalhes ou pensamentos aleatórios, ou às vezes só sou lesada demais pra ter noção das coisas e acabo não fazendo nada. Meu potencial de realização é baixíssimo e isso acaba afetando todos os aspectos da minha vida. Como resultado dessa capacidade nula de tomar um rumo na vida, acabei voltando a um estado onde tinha jurado que jamais voltaria. Quando ainda acreditava que a vida estava apenas esperando pra começar, eu jurei que jamais precisaria acordar e sentir o desespero de ter que preencher um dia inteiro com o mais absoluto vazio. E vejam o que eu tenho feito todos os dias, só que agora sem nenhuma esperança de nada e absolutamente consciente da minha responsabilidade em cada um dos meus sucessivos fracassos. E não pensem que eu não sei o quanto é ridículo ser assim porque eu sei, tanta coisa pra fazer, o dia cheio de oportunidades e eu desperdiçando todas elas na tela do computador. Mas junto a uma falta de perspectiva monstro, vem a incapacidade de fazer qualquer coisa, pensar em qualquer atividade me dá uma vontade aguda de chorar. Então eu apenas me deixo ficar aqui, acreditando que algum dia terei uma idéia do que fazer de mim, ou que alguém vai me salvar, ou que o House vai me diagnosticar. Eu revoluciono a noção geral de fracasso. Que bacana.
Escrito por Amaranta às 01h08
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Carnaval
Eu + computador+ BH= Tom Hanks + bola de volêi + Ilha deserta.
Escrito por Amaranta às 02h14
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Por que eu amo Gregory House:
" Mentiras são como crianças, dá muito trabalho, mas compensa porque o futuro depende disso."
Escrito por Amaranta às 23h26
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